Técnicos da ABCCCrioulo iniciam o ano com os critérios afinados

Eram quase 9h da manhã quando todos chegaram à Cabanha Mapocho. O assado já ganhava atenção desde cedo pelas mãos do Seu Bica, encarregado do almoço, enquanto o Conselho Deliberativo Técnico (CDT) separava os lotes para iniciar a dinâmica. A sombra da figueira e uma trégua na chuva foram convidativas para o chimarrão, passado de mão em mão entre os 29 Inspetores Técnicos que vieram de todo o Brasil para o Encontro Anual, em Pelotas/RS. Era o momento de trocar experiências e conversas antes mesmo de qualquer atividade programada.
 
O objetivo, ano a ano, é integrar aqueles que representam a ABCCC na estrada e buscar um afinamento dos critérios executados em propriedades e eventos espalhados pelo país. Para isso, o CDT (confira os integrantes aqui) organiza a simulação de um atendimento técnico para poder avaliar os detalhes. ”Os animais são divididos nas mangueiras por idade e, em cima disso, os técnicos fazem a classificação deles por times (A, B ou C)”, explica o gerente do setor de Eventos da ABCCC, Ibsen Votto. “Depois, é momento de cruzar os dados e debater em conjunto sobre aqueles que apresentarem alguma discrepância”, acrescenta.
 
Para o presidente da ABCCC, Francisco Fleck, o crescimento da raça está diretamente ligado ao trabalho desses profissionais em conjunto com o treinamento do Conselho. Uma troca que, na opinião dos credenciados à Casa, contribui em todas as vertentes da criação da raça: “vai muito além de preencher papéis. As principais funções do Inspetor Técnico são extensão e orientação - seja dentro da propriedade ou nos eventos. Todos têm preparo para nortear sobre a parte genética, nutricional, manejo, acasalamento e demais áreas. Por isso, criador, usuário ou esportista deve contar com esse trabalho, independente da linha que quer seguir”, explicou o técnico Rodrigo Py. 
 
A escolha da Mapocho
De portas abertas, além de uma manada ideal para o Dia de Campo, a Cabanha Mapocho foi a responsável por disponibilizar a estrutura ao evento itinerante. “Desde que recebemos a ligação da ABCCC, em dezembro, a gente começou a pensar em tudo para receber todos da melhor forma”, disse uma das proprietárias da Cabanha, Cláudia Sant’anna. “Para mim foi um aprendizado, do início ao fim. Estão todos de parabéns”, complementou.