ABQM implanta chipagem no Congresso de Vaquejada em Bezzeros (PE)

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  1. O chip é injetado na região do pescoço, do lado esquerdo, no musculo ou no ligamento da nuca
Seguindo os mesmos critérios adotados nos campeonatos de Conformação e Trabalho, a ABQM estará executando pela primeira vez a implantação de microchip, também, durante o 7º Congresso Brasileiro & Derby ABQM de Vaquejada, que ocorrerá de 10 a 13 de março, no Parque Rufina Borba, em Bezerros (PE). “O processo é o mesmo. O criador ou proprietário solicita a implantação do chip no estande do Stud Book da ABQM, localizado no parque, e paga apenas a taxa de R$ 40,00 por animal, e encaminha os cavalos para a área indicada para a chipagem. O veterinário contratado pela ABQM estará de plantão no parque, à disposição dos interessados, nos dia 11 e 12”, informou Daniel Costardi, superintendente técnico da ABQM.
“A precisão e rapidez na coleta de informações é apenas uma das vantagens que a identificação dos plantéis com microchip oferece em relação às demais opções. No minúsculo dispositivo ficam armazenadas todas as informações sobre o animal, incluindo nome, idade, dados sobre a filiação, etc...”, afirmou Costardi. Segundo ele, tudo é acessível em segundos, por meio de um dispositivo e um scanner que faz a leitura do chip por rádio frequência. “Nas marcações a ferro quente ou frio, feitas em regiões anatômicas, como bochechas, espádua, coxas ou nádegas, nem sempre os símbolos, números e sufixos do criatório ficam totalmente legíveis. Não são raras as ocasiões em que essas marcas ficam borradas e distorcidas, o que dificulta a identificação e pode, inclusive, induzir a erros de identificação”.
Costardi informa ainda que, o microchip é dotado de um número único, que não pode ser alterado ou removido, o que significa mais segurança para proprietários, criadores e competidores, entre outros profissionais, que lidam com informações precisas em tempo real, auxiliando tanto no dia a dia quanto em situações de furtos, perda, acidente entre outras.
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  1. Após a aplicação, o scanner faz a leitura do chip por rádio frequência
“O uso desta nova tecnologia traz ainda como vantagem a redução do estresse causado ao animal no momento da marcação. Todas as marcações, inclusive a tatuagem (pouco utilizada no Brasil) são de caráter permanente e geram dor no local. Em animais mais inquietos há riscos de traumas maiores no momento da identificação”.
Nesse sentido, Costardi diz que o implante do microchip (que tem o tamanho de um grão de arroz) gera o mínimo impacto possível ao cavalo e são colocados sob a pele com uma injeção com agulha própria. Ele explica que antes da aplicação, o veterinário faz a limpeza do local, com álcool ou iodo, e sempre utilizando luvas. O chip é obrigatoriamente injetado na região do pescoço, do lado esquerdo, no musculo ou no ligamento da nuca, locais comprovadamente com menor propensão ao deslocamento do dispositivo.
Finalizando, Costardi comunica que no próximo Congresso da modalidade, em 2017, só poderão entrar no recinto os animais que estiverem chipados.
Para mais informações, acesse o link do Stud Book da ABQM ou entre em contato pelos telefones: (11)3864.0800.
 
Fotos: Gerson Verga/arquivo ABQM